Maria Antonieta Josefa Joana de Habsburgo-Lorena (em francês: Marie Antoinette Josèphe Jeanne de Habsbourg-Lorraine; Viena, 2 de novembro 1755 – Paris, 16 de outubro 1793), arquiduquesa da Áustria e rainha consorte de França de 1774 até a Revolução Francesa, em 1789. Maria Antonieta era a filha mais nova de Maria Teresa de Habsburgo e de Francisco Estêvão de Lorena, respectivamente, imperadora e imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Casou-se em 1770, aos catorze anos de idade, com o delfim francês Luís Augusto de Bourbon, que, em 1774, tornou-se o rei de França, com o nome de Luís XVI. Maria Antonieta era tia-avó da primeira imperatriz do Brasil Maria Leopoldina da Áustria.
A infância
Maria Antonieta foi a décima quinta filha da Sacro Imperadora Maria Teresa von Habsburgo e do Sacro Imperador Francisco I von Lorithgen, sendo neta de Carlos VI von Habsburgo, Sacro Imperador Romano-Germânico. Como o dia em que nasceu é o grande dia de Finados para a Igreja Católica, seu aniversário não era comemorado nesta data sombria onde se lembram os mortos. A comemoração era na véspera, dia de Todos os Santos, e também no dia 13 de junho, dia do seu padroeiro, Santo Antônio. A mãe de Maria Antonieta estava com trinta e oito anos e desde o seu casamento há vinte anos, produzira quatro arquiduques e e dez arquiduquesas (das quais sete ainda viviam em 1755). Ela orgulhava-se da elevadíssima taxa de sobrevivência da família imperial, pelos padrões de mortalidade infantil da época.
Francisco Estevão von Lorithgen legara a Maria Antonieta uma forte dose de sangue francês. A mãe de Francisco Estevão, Isabel Carlota d’Orléans, fora princesa real da França e era neta do rei Luís XIII de França.
Maria Antonieta com 12 anos
A infância de Maria Antonieta teve como cenário a corte de Viena. Ainda é conhecido hoje em dia o seu noivado com Mozart, o grande compositor, que, sendo então apenas uma criança de 5 anos, acreditava ingenuamente estar noivo da formosa filha dos soberanos do Sacro Império Romano-Germânico. Sua formação foi católica conservadora rígida.
Sua mãe, a Sacro Imperadora e arquiduquesa Maria Teresa, seguindo a prática dos soberanos da época, colocou o casamento dos seus filhos ao serviço da sua política externa. Sua filha Maria Cristina, regente dos Países Baixos desde 1681, pôde casar por amor com Alberto de Saxe, em 1776, mas tal não aconteceu com as outras filhas: Maria Amélia (1746-1804) casou-se com Fernando I, duque de Parma (1751-1802); Maria Carolina (1752-1814) casou-se com Fernando I, rei de Nápoles e das Duas-Sicílias (1751-1825). O casamento de Maria Antonieta com o delfim de França, Luís Augusto de Bourbon, futuro Luís XVI, foi o corolário de uma política que visava a reconciliação da Casa de Habsburgo com a Casa de Bourbon, limitando assim as ambições da Prússia e Inglaterra.
A vida de delfina
Sendo filha da Imperatriz da Áustria, Maria Antonieta estaria vocacionada a exercer alguma influência política na França. Casou em 1770, com apenas catorze anos, tornando-se rainha-consorte, com dezoito anos, ou seja, quatro anos depois, quando o seu marido foi coroado rei Luís XVI.
No início da sua vida em Versalhes, num piscar de olhos, Maria Antonieta usou sua nova posição para criar uma certa “fantasia”. Dispensou boa parte das damas de companhia, e povoou a corte de gente jovem e elegante. A Rainha adorava organizar corridas de cavalo, e se divertia em passeios de carruagem. Estas, por ordem dela, corriam a toda velocidade.
O que mais fascinava Maria Antonieta, entretanto, eram as festas das noites parisienses e sua animação. Freqüentava óperas, teatros, e participava de bailes. Nestes, as mulheres compareciam mascaradas. Assim, podia se misturar com plebeus, sem ser, no entanto, reconhecida. Luís XVI não se incomodava em deixá-la ir se divertir sem ele. Maria Antonieta teve várias amigas, como a princesa de Lamballe e a duquesa de Polignac. Maria Antonieta, também, interessou-se pela filosofia política, história, e literatura, subsidiando autores como Mercier, um dos primeiros dramaturgos e teóricos do teatro romântico em França. O período antes da revolução foi de grande atividade literária, sem qualquer censura. Em 1788, a tortura foi abolida.
A vida de rainha e mãe
Em 1774, com a morte de Luis XV, seu marido Luís Augusto foi coroado como Luís XVI. O povo a amava e a admirava, mas ainda sentia-se extremamente pressionada a gerar um filho. Entretanto, em 1778, Maria Antonieta teve sua primeira filha, Maria Teresa Carlota. O nascimento de uma menina foi considerado na Áustria o puro “infortúnio doméstico”, mas as primeiras palavras registradas de Maria Antonieta para a filha são tocantes em sua reflexão inconsciente sobre o destino de uma princesa em uma sociedade patriarcal: “Pobre menininha, não és o que se desejava, mas não é por isso que me és menos querida. Um filho seria propriedade do Estado. Será minha, terás o meu carinho indiviso; dividirá comigo toda minha felicidade e aliviarás os meus sofrimentos…”
Finalmente, em 1781, Maria Antonieta deu à luz a um delfim, um herdeiro meio Habsburgo, meio Bourbon. Ela finalmente conseguira, o que, como princesa estrangeira fora enviada para fazer. Levar onze anos e meio para o nascimento do pequeno Luis José. A rainha não soubera o sexo do bebê pelas damas que a acompanhavam no trabalho de parto. Foi o rei em pessoa quem deu a notícia. Foram estas as palavras como ele as registrou: “Madame, realizastes os nossos desejos e os da França, sois mãe de um delfim”. Fora do quarto de dormir, o mundo enlouquecera, as cenas em Versalhes foram quase religiosas. Centravam-se na adoração de uma criancinha que chegara como salvador.
Em 2 de novembro de 1783, a rainha sofreu um aborto violento em seu aniversário de 28 anos. O nascimento do terceiro filho da rainha aconteceu em 27 de março de 1785, domingo de Páscoa. A rainha ficara tão grande que prepararam duas fitas azuis da Ordem do Espírito Santo, para o caso de nascerem príncipes gêmeos. Mas na verdade era um único menino saudável, que recebeu o nome de Luís Carlos em seu batismo instantâneo meia hora depois e, também imediatamente foi promovido a Duque da Normandia.
A pequena Sofia nasceu em 9 de julho de 1786, e morreu algumas semanas antes de seu primeiro aniversário. O bebê nunca crescera e nem se desenvolvera, e sua morte trouxe enorme sofrimento à rainha.
Enquanto isso, o delfim sofria de tuberculose óssea da coluna, o que lhe causara febres constantes e fraqueza pela curvatura angulosa produzida pelo esmagamento gradual das vértebras. Luis José foi enviado ao Château de Meudon, por seu ar considerado terapêutico. Os esforços foram em vão e o delfim morreu nos braços da mãe em 4 de junho de 1788.
A vida no Petit Trianon
Ao ter sua primeira filha, Luis XVI, deu-lhe de presente o célebre Petit Trianon, um palácio de pequenas dimensões nas imediações de Versalhes, o qual Maria Antonieta fez o novo refugio depois que o Conde Fersen teria ido para a guerra e a deixado. Existindo, afinal, uma “mini-villa” campestre, onde havia vários animais do campo, uma horta e, obviamente, criados para a manutenção do espaço, Maria Antonieta tornou-se mais simples, algo notável nas suas roupas, que se tornavam agora menos complexas e luxuosas. Porém este tempo de paz veria o fim brevemente, após diversos escândalos do interior do palácio que viraram manchetes políticas, e de um Inverno rigoroso, que destronou a produção agrícola e emergiu a população num autêntico morticínio, devido à escassez de alimentos e ao frio e, consequentemente, à fome. Estava prestes a começar o declínio de Maria Antonieta.
O declínio
Tendo desautorizado as reformas financeiras propostas por Turgot e Necker, os seus inimigos apelidaram-na de “a austríaca” ou “madame déficit”. O escândalo provocado pelo caso do colar de diamantes e a campanha de panfletos denegrindo a sua imagem levou-a a um certo isolamento, deixando de receber audiências de nobres e literatos, o que a afastou ainda mais da alta sociedade francesa.
Atribui-se, a Maria Antonieta, uma famosa frase: “Se não têm pão, que comam brioches”, que teria sido proferida a uma de suas camareiras certa vez que um grupo de pobres foi ao palácio pedir pão para comer. No entanto, é consenso entre os historiadores que a rainha nunca disse a frase, que acabou sendo usada contra ela durante a Revolução Francesa. Há versão dizendo que essa frase teria sido dita na mesma época por Madame Sofia, cunhada de Maria Antonieta, quando seu irmão Luís de Bourbon foi cercado por multidão que pedia “pão”. Outra versão é que a frase é de um livro de Voltaire. Os registros históricos mostram, claramente, que, na época de sua coroação, Maria Antonieta se angustiava com a situação dos pobres. Em uma de suas cartas à mãe, ela chega a comentar o alto preço do pão. Diz, também, o seguinte: “Tendo visto as pessoas nos tratarem tão bem, apesar de suas desgraças, estamos ainda mais obrigados a trabalhar pela felicidade deles”.
A Revolução
Em 1789, a família real foi detida no palácio de Versailles e levada pelos revolucionários para o Palácio das Tulherias. Ficou aí detida com seu marido e filhos, até que, em 1792, com o auxílio do conde Axel Fersen, foi tentada uma fuga, mas foram reconhecidos e detidos quando passavam em Varennes. Esse episódio ficou conhecido como a “Noite de Varennes”.
Durante a revolução, os seus inimigos alegavam que ela recusava as possibilidades de acordo com os moderados, procurando que o rei favorecesse os extremistas para inflamar mais a batalha. Depois da fuga e prisão em Varennes, alegavam também que ela procurava romper um conflito bélico entre França e Áustria, esperando a derrota francesa.
Durante o processo de Luis XVI , ele foi chamado de Luís Capeto , sobrenome de seus ancestrais e não o seu . A condenação era evidente e ele foi guilhotinado em janeiro de 1793 . Depois da execução de Luís XVI, Maria Antonieta ficou conhecida como “Viúva Capeto”, sendo condenada à morte por traição, morrendo na guilhotina em 16 de Outubro de 1793.
O julgamento, morte e sucessão
Maria Antonieta sentou-se sobre um assento de madeira. Dois meses de Conciergerie haviam feito daquela rainha de 38 anos uma velha. Seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar, com hemorragia e os seus cabelos loiros ficaram brancos. O presidente procedeu o interrogatório. Quando lhe foi perguntado seu nome, a acusada respondeu, com voz alta e clara: “Maria Antonieta da Áustria e da Lorena, trinta e oito anos, viúva do rei da França.”
As perguntas sucederam-se de modo desordenado, algumas sem a menor importância. De repente, houve o testemunho sensacional de um sapateiro, um certo Simon: Maria Antonieta, durante seu cativeiro, teria submetido seu jovem filho a atos incestuosos. A acusada ficou pálida e visivelmente emocionada: “A natureza se recusa a permitir tal acusação feita a uma mãe”, gritou ela: “Eu apelo a todas as mães que porventura aqui estiverem”. Esse tom sofrido produziu sobre todos uma forte impressão. As pessoas recusaram-se a acreditar em tamanha monstruosidade.
Em seguida, foi a vez das testemunhas. Quarenta e uma pessoas desfilaram por ali, sem fazer qualquer contribuição útil ao processo. No interrogatório, ela foi acusada de ser a instigadora da Guerra Civil. Depois veio a defesa e, então, Maria Antonieta foi condenada à morte e foi guilhotinada no dia 16 de outubro de 1793, em Paris, na praça, hoje denomidada, “Place de La Concorde”. Ela foi ao suplício numa gaiola, (Luis XVI teve um carrossel). Seu corpo com a cabeça cortada foi levado sem cerimoniais para o cemitério da rue d’Anjou, onde Luis XVI fora enterrado nove meses e meio antes.
A reação do povo da França à morte da ex-rainha foi de êxtase, mas quando se espalhou pelas prisões a notícia da grandeza e coragem de Maria Antonieta em seu final, os monarquista se reconfortaram. Duas pessoas não souberam da morte da Rainha: Madame Isabel, sua cunhada e fiel companheira, só teve conhecimento momentos antes de sua própria execução, em 1794. E Maria Tereza, sua filha que após a morte da tia protetora ficou então sozinha na prisão, isolada e esquecida. Não viu mais o irmão proclamado pelos monarquistas como Luis XVII, até a morte dele em 1795, provavelmente de tuberculose.
O anúncio da morte do menino fez com que o Conde de Provença, no exílio pudesse finalmente reivindicar o título de Rei da França, como Luis XVIII. As negociações para libertar Maria Tereza em troca de prisioneiros revolucionário na Áustria tiveram êxito em dezembro de 1795, quando ela estava com dezessete anos. Com a libertação houve uma breve discussão entre os Bourbon e os Habsburgos sobre o possível noivo entre os primos-irmãos para a órfã da Torre. Luis XVIII ganhou e Maria Teresa se casou com o sobrinho dele, tornando-se Duquesa d’ Angouleme. Ela não teve filhos, tornou-se uma pessoa infeliz e de aparência pouco atraente.
Com a morte de Luis XVIII, ascendeu ao trono o pai de Angouleme, como Carlos X. A abdicação dele em 1830 tornou seu filho Rei e Maria Tereza Rainha da França pelo tempo necessário para que ele também abdicasse. Os pretendentes franceses ao trono hoje em dia, encabeçados pelo Conde de Paris, não descendem de Maria Antonieta, e sim de sua irmã Maria Carolina através de sua filha Rainha Amelie. Ela tornou-se rainha quando Luis Felipe substitiui como monarca o Conde d’Artois, último irmão sobrevivente de Luis XVI, e tomou-lhe o título .
Preservação da Memória
Quando ocorreu a restauração da monarquia e da dinastia dos Bourbon na França, após a derrota de Napoleão, o Rei Luis XVIII, cunhado de Maria Antonieta, transferiu seus restos mortais que estavam enterrados onde hoje é a “Chapelle Expiratoire” para Basílica de Saint-Denis, perto de Paris, local de sepultura dos reis franceses. Por ordem dele foram erigidas duas capelas: a primeira, na Praça Luis XVI, foi projetada como um mausoléu e marcou o lugar onde os restos mortais de Luis XVI e Maria Antonieta foram originalmente enterrados, chamada de “Chapelle Expiratoire”, hoje um monumento nacional da França. A segunda capela foi erigida na cela de Maria Antonieta na Conciergerie, onde, na parede estão escritos os nomes dos três mártires reais: Luis XVI, Maria Antonieta e Madame Isabel. Há também, nesta capela, a transcrição de um trecho do testamento de Maria Antonieta, no qual ela lembra, aos filhos, o que disse seu esposo Luis XVI, sobre perdoar a todos por todo o mal que fizeram à sua família.
O testamento
Uma carta de Maria Antonieta à uma irmã, escrita na Conciergerie, é considerada seu testamento. Nela, a Rainha diz:
Descendência
Maria Antonieta teve 4 filhos:
Maria Teresa Carlota (1778-1851),
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o delfim Luís José Xavier Francisco (1781-1789),
Luís XVII (1785-1795)

e Maria Sofia Helena Beatriz (1786-1787).
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Livro:

Maria Antonieta foi para a guilhotina vestindo um déshabillé e um toucado brancos, simples mas imaculados – que pareciam, segundo a moça que lhe servia na prisão, ter sido guardados especificamente para essa ocasião. Aos 37 anos, a ex-rainha estava abatida, emaciada e de cabelos brancos.




…
Outra das atividades fortuitas da arquiduquesa na infância foi brincar com bonecas, diversão que lhe permitia praticar a manipulação e o embelezamento da forma feminina. Seu interesse por esse passatempo foi captado num retrato de 1762 pintado por sua irmã mais velha, a arquiduquesa Maria Cristina, e hoje exposto no Kunsthistorisches Museum em Viena. Ele representa a família imperial reunida para um café-da-manhã íntimo no dia de são Nicolau. A maior parte dos elementos da pintura sugere a convidativa e descontraída dometicidade que, em contraste com a formalidade implacável de Versalhes, Maria Teresa e seu clã cultivavam quando não estavam participando de solenidades. Cercada por vários membros da família, todos celebrando a festividade de maneira informal e confortável, Maria Antonieta com seus sete anos de idade, brinca alegre com uma grande boneca trajada num elegante vestido amarelo.
À primeira vista, parece não haver nada de incomum na concentração da futura delfina em sua boneca, pois a festa de são Nicolau era então, como hoje, um dia de distribuição de presentes dedicado elevadamente pelas crianças aos seus brinquedos novos. O que há de incomum na imagem, e que sugere algo de singular sobre a relação de Maria Antonieta com esse brinquedo particular, é antes a roupa que ela veste. Em acentuado contraste com a mãe e a irmã mais velha, Maria Cristina (cuja roupa na pintura Antonia Fraser descreveu adequadamente como “mais parecida com a de uma criada que [com a de ] uma arquiduquesa”), a princesinha está usando uma enfeitada robe à la française, uma variação ligeiramente menos incômoda do grand habit cerimonial, identificável pelo corpete apertado, de cintura baixa, e pela cauda pregueada que pende de seus pequeninos ombros. (Em Versalhes, a robe à la française era usada em todas as ocasiões, exceto as de gala extraordinária.) Nada na cena que a envolve explica ou justifica o traje hiperelegante da arquiduquesa – isto é, nada exceto a presença da boneca, cujo traje suntuoso ela parece estar copiando com o seu. Quer seja um fato histórico real ou um embelezamento imaginário da parte da artista, esse estranho detalhe é sugestivo, pois vincula a atração de Maria Antonieta por bonecas - atração que conservaria durante toda a sua infância – ao que um observador descreveu como seu crescente “ardor por roupas novas”.
- Até aqui o fragmento demonstra que Maria Antonieta tinha bonecas, e sentia prazer em tê-las consigo e as cenas com elas eram comuns, como qualquer criança na sua idade.
- Como continuação do fragmento selecionado, reporto-me agora a importância das bonecas para a moda, à época em que não existiam modelos (top models), nem mesmo manequins para exposição dos trajes a serem escolhidos pelos monarcas ou por meros compradores de “moda”.
…
Assim afeita às alegrias da brincadeira de vestir, Maria Antonieta estava eminentemente bem preparada para uma das atividades-chave de que sua mãe lhe incumbiu alguns anos mais tarde ao prepará-la para Versalhes – fazer comprar para o enxoval de casamento. Isso exigia que a arquiduquesa de 13 anos passasse horas intermináveis com costureiros e chapeleiros convocados de Paris para supri-la de um guarda-roupa adequadamente luxuoso. Para exibir seus artigos, os modistas freqüentemente se valiam de poupées de mode – “bonecas de moda” feitas de madeira articulada ou de gesso, precursoras tando do manequim de loja como do modelo de passarela – vestidas com versões em tamanho reduzido das últimas modas parisienses. Comumente conhecidas como Pandoras (a “pequena Pandora” exibia trajes matinais ou informais, enquanto a “grande Pandora” era vestida com trajes de gala e de noite), essas bonecas eram cruciais na disseminação das últimas tendências da moda ditadas pela cidade que já era reconhecida como a porta-estandarte do estilo internacional. Segundo o historiador Daniel Roche, “em tempos de guerra, as poupées gozavam de imunidade diplomática, e contavam até com escolta montada para assegurar que chegassem incólumes”.
Como a biógrafa Carroly Erickson observou, “grande número dessas bonecas começou a chegar ao Hofburg assim que [a arquiduquesa] completou 13 anos, usando versões em miniatura dos mantos e vestidos propostos para ela”;
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Mesmo para uma futura rainha, o enxoval que Maria Antonieta acumulou era espetacular. Ao ser preparada para usar esses vestidos suntuosos, observou Pierre Saint-Armand, a jovem arquiduquesa transformou-se ela própria numa espécie de “manequim em miniatura” … cuidadosamente preparado para desfrutar a corte francesa”. Na verdade, mais ou menos como uma poupée de mode, ela deveria servir como um valioso objeto de troca entre duas nações, transcendendo rancores diplomáticos e fomentando a mútua cooperação e boa vontade. Mas a adoção do exuberante vestuário das bonecas teve também outras implicações. a transformação de Maria Antonieta numa boneca viva, que respirava, permitiu-lhe participar ativamente da mágica das transformações operadas pelo vestuário e, ao mesmo tempo, sujeitou-a, no sentido mais literal possível, aos padrões exigentes de seus futuros compatriotas.
…
“Ser a mulher mais à la mode de todas parecia [a Maria Antonieta] a coisa mais desejável que se poderia imaginar; e essa fraqueza, indigna de uma grande soberana, foi a única causa de todos os defeitos exagerados que o povo tão cruelmente lhe atribuiu.” Condessa de Boigne





Na Literatura:
Nesta obra reveladora e original, repleta de belas ilustrações, a autora adota um olhar diferente de qualquer outra biografia já publicada sobre a polêmica rainha francesa. E mostra como a moda foi ao mesmo tempo o meio de afirmação de Maria Antonieta e o caminho para seu trágico fim.
“Rainha da moda é tão rico quanto os vestidos que descreve… Como sociologia, é absolutamente impressionante.” (Washington Post Book World)
“Atraente, fascinante, uma maravilhosa exibição de elegância e competência.” (New York Review of Books)
“Nessa cativante biografia, Caroline Weber descreve como Maria Antonieta revolucionou o guarda-roupa real.” (Vogue)
“Trabalho perspicaz, ajuda a entender a importância transcendental da moda para a cultura francesa.” (The New Yorker)

O que a decretou rainha da moda foi seu estilo romântico cheio de laços e frufrus;









O Pecado da Moda
De acordo com de memórias de Madame Campan, Marie Antoinette geralmente encomendados doze hábitos grande, com doze vestes paniers e doze vestes despir cada temporada. Tudo foi entregue no final do verão e inverno para dar lugar ao novo. Havia três quartos distribuídos em Versalhes, para sua roupa.
Durante a Revolução, quase tudo que pertence a Maria Antonieta foram confiscadas ou destruídas, e é por isso que o vestido em exposição no Museu Real de Ontário que “podem ou não pertencer a Maria Antonieta” é uma raridade.
Em 1925, o vestido foi vendido pela Christie Auction House para o Royal Ontario Museum de £ 450 Inglês. O vestido não está assinada, mas tem sido datado de 1770-1780 e é acreditado para ter vindo da marchande de modos de Rose Bertin. Também corresponde a uma descrição de um vestido de seda marfim usado por Maria Antonieta como observado em registros Rose Bertin .
No cinema
Bibliografia
Referências
Ligações externas
Fonte:
Ispirados em Mª Antonieta criou-se a moda romântica

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Aldeia De Maria Antonieta Em Versailles
Versailles : Petit Trianon e o seu Jardim




amei a historia,pena que ha muitos finais tragicos
Adorei o post,parabéns;mas,pena que eu não consegui ver algumas imagens.
Obs:Rainha da Moda é o livro de que mais gosto